quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Vocação ao Serviço na evangelização....

Ítalo Berto ( Jornal O DIÁRIO)
Em 1985 foi a primeira vez que a Irmã Rosa Nita Piloneto veio morar em Primavera do Leste. Após passar por várias missões, uma delas nas Filipinas, no continente asiático e em outros Estados do Brasil, ela retornou para Primavera na sexta-feira (29). A religiosa confessou estar surpresa com o desenvolvimento da cidade e garante que continuará vivendo a simplicidade do Evangelho e seguir as orientações do Papa Francisco.
Quando chegou ao sul de Mato Grosso, quando Primavera do Leste ainda não tinha passado pelo processo de emancipação, Irmã Rosa relembra que a comunidade era pacata e familiar, onde todos se conheciam.
Ela trabalhava junto com o padre Onesto Costa, e garante ter adquirido boas experiências religiosas e de humanidade com um dos principais homens que passou por essas terras.
“Ele era um idealizador de vida completa, na educação da fé e cidadania. Sempre colocava o próximo como o centro de suas atenções”, relembrou.
A religiosa destacou que Onesto Costa, sempre que surgia um novo lote na cidade, comprava parte do espaço, pensando no futuro. “Os terrenos eram comprados com a ajuda dos muitos amigos que ele tinha. O objetivo era construir centros comunitários. O padre acreditava no desenvolvimento de Primavera, e dizia que as construções serviriam para que, futuramente, fosse uma igreja”, ressaltou.
A antiga Igreja São Francisco, por exemplo, por anos foi uma creche, obra de padre Onesto Costa.

EVOLUÇÃO
A moradia onde está instalada Irmã Rosa, na Avenida São João, foi construída por padre Onesto Costa. “No começo aqui era tudo Cerrado, haviam cavalos, seriemas, emas e toda uma natureza ao redor da casa. É impactante ver tudo isso diferente”, relatou.

ESTÁ NA HISTÓRIA
Padre Onesto saiu da Itália rumo ao Brasil no dia 03 de julho de 1979. Veio no navio chamado Eugênio Costa, numa viagem de 11 dias. Chegou ao Porto de Santos no dia 14 de julho e foi para Londrina, no Paraná. Ali ficou apenas alguns dias e depois foi para Jussara, em Goiás.    

IRMÃ DIZ TER APRENDIDO OLHAR PARA O FUTURO

“Foi uma das coisas que aprendi com o padre, e isso me ajudou na missão nas Filipinas”
Uma das histórias que está presente na memória de Irmã Rosa eram as missões que cumpria junto com Onesto Costa. “Lembro que ele gostava de ir para as fazendas, rezar por aquelas pessoas que estavam mais distantes. Em tempos de chuvas, com as estradas tomadas pelo barro pensávamos que não compensaria o esforço e que ninguém estaria o esperando, mas ele dizia ‘Jesus vai mais longe por uma pessoa só’. para ele, não era interessante a quantidade”, lembrou a religiosa.
Outra qualidade que marca a Irmã o acolhimento a todas as pessoas que por ele buscavam.  “Ele sempre tinha um lugar para quem vinha de longe. Independente do horário, abria a porta para quem precisava de ajuda e a acolhia”, disse.
A freira acredita que estes são gestos que faltam na humanidade. “Hoje as pessoas não costumam dar abertura para as necessidades do outro”, comentou.
A bondade do memorável padre Onesto Costa também contribuiu para a missão da Irmã Rosa durante o tempo que ela esteve nas Filipinas. Ela morou no país por cinco anos.
Quando voltou para Primavera pela segunda vez, continuou a acompanhar o padre, e esteve ao lado do sacerdote quando ele morreu, em 28 de dezembro de 2008.
Após 37 anos do voto, Rosa Nita afirma não se arrepende de tudo o que viveu. “Retomaria todo o meu caminho se fosse preciso. Quem segue o caminho de Deus renova a cada dia os planos do Senhor em nossas vidas”, destacou.

VOCAÇÃO
Desde os 15 anos Irmã Rosa Nita diz que já tinha a vocação para a castidade. Segundo ela, sua família era bastante religiosa. “Eu era incentivada a levar uma vida cristã. Passei pelo processo de conhecer o que era seguir esse caminho e com 25 anos, em 1979, fiz o voto”, contou.
CAMINHADA NA FÉ


Quando esteve fora de Primavera do Leste, Rosa Nita realizou missões no Estado onde nasceu (Rio Grande do Sul), em Curitiba/PR, e em outras cidades de Mato Grosso, como Alto Coité, distrito de Poxoréu e Cuiabá, onde esteve nos últimos sete anos. A Irmã também estudou um período em Roma.

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